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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Número de Transplante de Córnea na Santa Casa de Sobral aumenta em 52% em relação a 2015

O número de transplante de córnea, realizado no primeiro semestre de 2016 na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, aumentou em 52% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com Central de Notificação, Captação, e Distribuição de Órgãos (CNCDO) do Ceará, em 2016 foi realizado um total de 35 transplantes de córneas, enquanto nos seis meses de 2015 houve 23 intervenções cirúrgicas. Os procedimentos da Santa Casa representou 7,7% dos transplantes de córneas realizados no Estado.

Os transplantes de córneas na Santa Casa estão sendo realizados desde 2011. Entretanto, nada disso seria possível sem um doador e o consentimento de sua família. Os gestos de solidariedade espontânea de uma doação permitirá que a Santa Casa de Sobral possa ajudar muitas pessoas a terem uma nova chance de vida com um transplante de córnea. Por isso, é tão importante o consentimento das famílias para a Doação de Córneas. 

O que é o transplante de córnea?
Os transplantes permitem que pessoas com alguma deficiência visual por problemas da córnea recuperem a visão. Durante o transplante de córnea, o botão (ou disco) central da córnea opacificada (embaçada) é trocado por um botão central de uma córnea saudável. Esta cirurgia permite a recuperação da visão em mais de 95% dos casos.

O olho, como um todo, pode ser transplantado?
Não. Somente alguns tecidos oculares, como a córnea, a esclera (a parte branco do olho) e células-tronco da córnea podem ser utilizados para fins terapêuticos.

É seguro para o paciente receber um tecido ocular doado? Existe a possibilidade de transmissão de alguma doença?
Os Bancos de Olhos tomam todos os cuidados para garantir a qualidade dos tecidos oculares doados, visando, principalmente, à segurança dos pacientes que irão recebê-los. Existem normas, internacionais e nacionais, para o funcionamento dos Bancos de Olhos, que estabelecem rigorosos critérios para garantir a qualidade dos tecidos oculares doados. Por isso, é fundamental que todas as etapas do processamento dos tecidos oculares doados, desde a retirada, sejam executadas pelas equipes dos Bancos de Olhos.

Porque ser um doador?
Milhares de pessoas, anualmente, têm a chance de recuperar a visão com a realização de um transplante de córnea. A taxa de sucesso dessa cirurgia ultrapassa 95%. E não apenas a córnea é usada para fins cirúrgicos: a esclera (a parte branca dos olhos) também é utilizada em cirurgias para o tratamento de doenças oculares. Um único doador pode beneficiar até 10 pessoas.

Qualquer pessoa pode ser doadora de tecidos oculares?
Sim. Independentemente da idade e do uso de correção visual (óculos ou lentes de contato), ou de alguma possível doença, qualquer pessoa pode ser doadora de tecidos oculares. Os erros/vícios de refração (como miopia, hipermetropia, astigmatismo…) e outros distúrbios visuais (como catarata, glaucoma…) não impedem a doação.

Como posso manifestar o desejo de, algum dia, vir a ser doador?
O importante é conversar com os familiares e mantê-los cientes do desejo de vir a ser um doador, pois a doação só pode acontecer após a autorização, por escrito, da família. 

Se a família quiser autorizar a doação para que a córnea seja transplantada em alguém da própria família ou em algum amigo da família, é possível?
Não. A doação é um ato humanitário. Portanto, o ato de doação é incompatível com qualquer condição que possa vir a ser proposta para a concretização da doação. A distribuição dos tecidos oculares doados é controlada pelos órgãos governamentais e é feita respeitando a ordem de inscrição do paciente na lista de espera.

Se os familiares do doador quiserem conhecer os receptores dos tecidos oculares doados ou se os pacientes receptores destes tecidos quiserem obter informações sobre o doador ou sobre os familiares que autorizaram a doação, poderão?
Não. De acordo com a legislação e com o “Código de Ética dos Bancos de Olhos”, todas as informações sobre os doadores e sobre os receptores de tecidos oculares doados são sigilosas, devendo os Bancos de Olhos manter todos os registros em caráter confidencial.
Nem mesmo o médico que realiza a cirurgia tem acesso à identidade do doador, pois os tecidos oculares e as informações sobre estes tecidos são identificados por códigos.

Qual é o custo da doação para os familiares do doador?
Nenhum. A família do doador não paga nada e tampouco recebe qualquer pagamento pela doação.

Existem objeções religiosas com relação à doação?
Não. As diferentes religiões aprovam a doação como um ato humanitário.

Com informações de Kelson Viana (Auxiliar Administrativo do Banco de Olhos/SCMS)
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