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segunda-feira, 18 de julho de 2016

União Brasileira de Municípios defende que eleições municipais sejam adiadas

Entidade quer que gastos com eleição sejam transformados em políticas públicas, em benefício da população mais carentes. (FOTO: Marri Nogueira/Agência Senado)
A União Brasileira de Municípios (Ubam) luta pela prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos. Desde o início dos trabalhos da reforma política que tramita na Câmara dos Deputados, a entidade já previa a dificuldade que a maioria dos gestores de todo país enfrentarão ao tentar a reeleição.
A proposta da entidade no Congresso Nacional é que houvesse a coincidência dos mandatos, deixando para 2018 todo o processo eleitoral e evitando gasto que poderá ultrapassar R$ 5 bilhões.
De acordo com a associação, a Justiça Eleitoral gastou R$ 3 bilhões em 2014 com as atividades judiciárias, o que, segundo a Ubam, poderia se transformar em uma economia de R$ 8 bilhões para ser investida em educação, saúde e infraestrutura das pequenas cidades.
Leonardo Santana, presidente do Ubam, afirma que 60% dos atuais gestores que tentarão a reeleição terão imensas dificuldades de vencer o pleito, por conta da conjuntura atual que beneficia setores da oposição, a qual usará as dificuldades e as diversas carências sociais como argumentação de palanque, escondendo os reais motivos desse enfraquecimento das gestões.
De acordo com o presidente da Ubam, só nos primeiros seis meses de 2016, com a retração da economia, as prefeituras deixaram de receber mais de R$ 2,7 bilhões em recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), inviabilizando o custeio geral da máquina administrativa, acumulando dívidas com contas de água, luz e telefone, diminuindo expediente nas sede das prefeituras e secretarias e transformando cidades em verdadeiros canteiros de obras inacabadas.
A Ubam reunirá, nos próximos dias, prefeitos de vários municípios do Nordeste, por região, com o objetivo de orientar os gestores quanto a condutas vedadas no exercício eleitoral, prestação de contas de 2016, política de resíduos sólidos e projetos que possam atrair recursos externos para as prefeituras, principalmente para desenvolvimento de programas ambientais e estruturais.
Com Informações do Tribuna do CE
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