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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Atraso pode render multa de R$ 11 milhões aos Correios

A demora na prestação do serviço por parte dos Correios está generalizada no Interior e na Capital. Em Fortaleza, o Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) investiga irregularidades e inconstâncias nas entregas. O que pode, se permanecer, resultar em multa de até R$ 11 milhões para a estatal. No Interior, a entrega das correspondências postadas na agência do Dionísio Torres com destino a Sobral, Iguatu e Juazeiro também excedem o prazo em três dias. Já para Banabuiú, a demora é bem maior.

A diretora do Procon Fortaleza, Cláudia Santos, lembra, no entanto, que o consumidor não pode ser penalizado, pagando juros e multas de boletos bancários entregues com atraso pelos Correios. A responsabilidade, ressalta, pela demora de correspondência não é do consumidor que, inclusive, paga pela promessa de um serviço e ciente com qualidade e rapidez na entrega. Cláudia explica que, caso o consumidor tenha pago o boleto entregue com atraso, arcando com juros e multas, é possível pedir a devolução do valor nos órgãos de defesa do consumidor, mas apenas em situações de atraso na entrega, ressalta.

A explicação para morosidade na entrega das correspondências está no déficit de profissionais, que flutua entre 30 e 40% em cada centro de distribuição dos municípios cearenses. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares do Estado do Ceará (Sintec), a empresa possui, atualmente, 1.353 carteiros concursados no Ceará. Deste total, 665 atuam em Fortaleza.

Segundo o Sintec, a insegurança também prejudica a categoria. A empresa mantém contato direto com órgãos de segurança pública do Estado e possui parceria de nível nacional com a Polícia Federal visando a prevenção e repressão de roubos a carteiros e assalto a agências". Em relação à segurança nas agências de atendimento, a estatal esclarece que as unidades são equipadas como circuito fechado de televisão, alarme e cofre. "Parte delas também conta com a presença de vigilância armada", assegura.

Com informações Diário do Nordeste
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